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​Fórum de Recursos Humanos realiza Workshop: Desafios da inclusão de pessoas com deficiência no merc

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18 Nov 2015

O evento aconteceu dia 06/11/15, no auditório do SENAC e contou com a presença da Dr.ª Janilda Guimarães de Lima, Procuradora-Chefe do Ministério Público do Trabalho em Goiás/ Procuradoria Regional do Trabalho da 18ª Região; Jacqueline Zaiden, Presidente Acirv; Rikene Faria Campos, Gerente Adjunto do Senac e ADEFIRV (Associação dos Deficientes Físicos de Rio Verde); além da coordenação do Fórum de RH e de representantes de grandes empresas.

Para Jacqueline Zaiden a inclusão é necessária: “As pessoas com deficiência têm um extraordinário potencial, precisamos nos preparar para oferecer oportunidades iguais para todos os nossos cidadãos e para lidar cada vez mais com a diversidade. E essa característica do Brasil de prezar a sua diversidade – até porque ela marca a própria definição da nossa nacionalidade – implica em que é necessário ter padrões de convivência harmoniosa entre nós. Mas, também, é importante que nós saibamos que, mesmo tendo padrões de convivência harmoniosa, ainda subsistem muito preconceito e discriminação. E nós temos de estar alerta, temos de enfrentá-lo, e, sobretudo, temos de superá-los.Nós sabemos que as pessoas são diferentes umas das outras, mas as oportunidades têm de ser as mesmas. E, para se ter oportunidades, as condições têm de estar adequadas a essas oportunidades para que elas possam, de fato, se realizar”, finalizou a presidente.

O objetivo do workshop foi refletir sobre os desafios da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Vale ressaltar que desde 1991 existe uma lei no Brasil que obriga as empresas com mais de 100 empregados a contratarem pessoas com deficiência e beneficiários reabilitados pelo INSS. A lei prevê que uma determinada quantidade de vagas, que varia de 2% a 5% do número total de funcionários, deve ser reservada para esses grupos de trabalhadores.

Durante a primeira palestra: Preconceito e Discriminação no Mercado de Trabalho, a Dra. Janilda Guimarães de Lima acentuou que as maiores adaptações estão relacionadas a questões comportamentais: “a verdade é que não sabemos lidar com as diferenças, não tivemos oportunidades, na infância, de conviver com pessoas com deficiência e, por tudo isso, temos uma enorme resistência a esta ideia. Pequenas ações de treinamento e sensibilização, no entanto, podem resolver este problema” afirma.

Em seguida ela ressalta que as barreiras para a inclusão de pessoas com deficiência talvez estejam mais em nossas cabeças do que em problemas efetivos. O isolamento e a segregação das pessoas com deficiência, por vários séculos na nossa história, contribuiu para que a sociedade reforçasse seus preconceitos e a ideia de que elas não têm condições de estar e participar da vida em comunidade. Porém, a sensibilização e consciência de gestores e trabalhadores quanto ao prejuízo dessa discriminação, tem sido decisivo para inseri-los no mundo do trabalho.

Reforçando as palavras da Dra. Janilda, Willian Veloso de Carvalho (associado da ADFEGO – Associação Dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás) disse que ficou paraplégico em um acidente de carro e que o Banco em que trabalhava optou por aposenta-lo ao invés de readaptar o ambiente de trabalho dele. Durante depoimento Willian disse que trabalhou em outras grandes empresas, porém, estas eram de pessoas conhecidas e que hoje em dia está desempregado e acredita que não tem conseguido emprego em razão de ser cadeirante, uma vez que possui qualificação profissional: “tenho ampla experiência nas áreas: administrativa; financeira; auditoria interna; controladoria, departamento jurídico e outras áreas afins. Sou graduado em ciências econômicas e direito. MBA em gestão de negócios, controladoria e finanças corporativas.Está cursando gestão de resultados operacionais e financeiros; e gestão em processos licitatórios” acrescenta.

Nossas meninas rioverdenses, Ellen Patricia Cruvinel que trabalha na COMIGO e da Jéssyca Katrine Martins de Souza que trabalham na Brasilata e tem deficiência, afirmam que a batalha é diária e árdua, mas acreditam esse esforço colabora para diminuir o preconceito e a discriminação que enfrentam na sociedade e no trabalho. 
“ Meu nome é Ellen Patricia Cruvinel, tenho 21 anos. Tenho perda auditiva desde os 4 anos de idade. Atualmente curso o 4º período de bacharel em ciências contábeis e há 3 anos trabalha na COMIGO”.

“ Eu sou Jéssyca Katrine Martins de Souza, também tenho 21 anos, tenho amputação bilateral dos membros inferiores, devido má-formação congênita, uso próteses e trabalho na Brasilata desde 2011. Eu sou aluna do 8º período do curso de administração de empresas”.
Tanto Ellen quanto Jéssyca tem sonhos. Sabe qual o sonho delas? Ter sucesso e reconhecimento na carreira que escolheram. Elas simplesmente desejam ser bem-sucedidas, como qualquer pessoa.

Durante a segunda palestra - Novas Diretrizes Traçadas pela Lei 13.146/2015: Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Dra. Janilda Guimarães de Lima falou que os gestores são os responsáveis pela abertura de vagas para estas pessoas e pelo gerenciamento das dificuldades que aparecem no dia a dia. Por isso, eles precisam estar convencidos dos benefícios e importância desta lei não somente para as pessoas com deficiência, mas também para as empresas.

Já os empregados, precisam estar preparados para receber os novos colegas. Se a empresa tem a intenção de contratar pessoas com deficiência auditiva, por exemplo, é recomendável que alguns empregados façam um curso de linguagem brasileira de sinais (libras), o que facilitará a comunicação e contribuirá com a inclusão destas pessoas e a melhoria do ambiente de trabalho.

O Workshop: Desafios da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho foi realizado pelo Fórum de Recursos Humanos de Rio Verde e apoiado pela Acirv, Senac, Sebrae, Ministério Público do Trabalho, Prefeitura Municipal de Rio Verde – secretaria de Educação e Adfego. Os patrocinadores foram: Conquista Supermercados, Comigo, Petrorio, BRF, Tron, Brasilata, Grupo Cereal, Imobiliária Rei, Paeze Supermercado, Unimed, Internacional Paper, CPC Valongo, Grupo Tec Agro, Campeão Supoermercados, Sicoob Empresarial, Wolters Hluwer – Prosoft, Sicredi, Rinco, Aplauso, Elli Flores, Midia e Cia, Hotel Blue Tree e Casa da Árvore.

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